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Como ajudar um familiar com transtorno distímico de personalidade

Por Redação umCOMO. Atualizado: 20 janeiro 2017
Como ajudar um familiar com transtorno distímico de personalidade
Imagem: centrorayuela.com

Em umComo já falamos sobre como reconhecer um transtorno distímico. Normalmente, é um transtorno temporário, associado a características de depressão, que com um bom tratamento e força de vontade pode melhorar consideravelmente e inclusive desaparecer. Mas, o que acontece quando temos um familiar com este transtorno? E se convivemos com ele? O que acontece quando é nosso filho quem sofre dele? Podemos ajudar de alguma forma? Em umComo.com.br queremos orientar você com estes 10 conselhos sobre como ajudar um familiar com transtorno distímico de personalidade. Lembre-se, se tiver dúvidas ou precisar de outro tipo de orientação é importante ir a um profissional para que ele o possa orientar.

Passos a seguir:
1

Procure informação sobre o transtorno distímico, para poder ajudar, primeiro você tem que compreender.

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Aconselhe essa pessoa a consultar um profissional para poder falar de tudo o que lhe acontece, para que seja diagnosticada (se necessário) e orientada em seu dia a dia. Acompanhe a pessoa para que se sinta apoiada em todo momento.

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As pessoas que sofrem deste transtorno costumam ter alterações no sono, por isso é importante criar uma rotina de sono para poderem dormir de forma adequada. (Tanto se têm insônia como se dormem muito). Também existem infusões que ajudam a pessoa a conseguir dormir ou a relaxar um pouco mais, você pode oferecer a ela uma antes de deitar para dormir. Consulte nosso artigo sobre quais são as melhores infusões para dormir.

Como ajudar um familiar com transtorno distímico de personalidade - Passo 3
Imagem: tinerbrasil.wordpress.com
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O rendimento no trabalho ou nos estudos é afetado já que existem grandes dificuldades para pensar e se concentrar. Também costumam estar distraídas ou ter falhas na memória, e junto com sua passividade, faz com que sejam pessoas pouco produtivas no que fazem. Tudo isso causa um sentimento de culpa e queda na autoestima, sentindo-se incompetentes. É bom ajudá-las com exercícios de memória em sua rotina, assim como exercícios de concentração, anime a pessoa quando houver uma melhora ainda que pequena. Isso potenciará um pouco sua autoestima e poderá se sentir melhor para ir melhorando pouco a pouco.

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A pessoa com transtorno distímico pode tentar se isolar socialmente ao se sentir insegura, indecisa, sem se desenvolver nas situações sociais. Acompanhe ela em reuniões sociais e preste atenção nas conversas para gerar nela confiança e segurança. Ajude-a também a decidir cada dia, primeiro com pequenas coisas "você prefere chá ou café?", "que saia você me aconselha, a azul ou a rosa?"... e que pouco a pouco perceba que sua indecisão vai melhorando.

6

Se a pessoa que sofre deste transtorno fica obcecada com situações do passado ou se pressiona com as incertezas do futuro, faça ela viver "aqui e agora" desviando a atenção para assuntos menos problemáticos para ela.

7

Quando se sentir abatida, triste, pessimista, irritada, sem esperança, frágil, atordoada, e sem ser capaz de controlar sua vida, você deve distrai-la. Pense em atividades que vocês gostem, se ela se mostrar reticente, insista, diga que ela vai gostar, que será divertido. Atividades como ir ao cinema, passear andando ou de carro, fazer esporte ou ir a algum evento esportivo, se centrar em um hobby...

8

Ajude-a a ter uma rotina de alimentação saudável, equilibrada e regular. Consulte o nosso artigo sobre como manter uma alimentação equilibrada onde poderá encontrar muitos conselhos.

9

Evite que consuma drogas ou álcool, já que pode piorar a depressão.

10

Incentive-a a fazer exercício, ou a fazê-lo com você. É importante que seja de forma regular, de 3 a 6 vezes por semana e de 30 minutos a uma hora.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Como ajudar um familiar com transtorno distímico de personalidade, recomendamos que entre na nossa categoria de Saúde Mental.

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3 comentários
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tristícia
Como é uma pessoa distímica: Tenho distimia desde que era adolescente. minha infancia foi boa mas eu era "preguiçosa", "indecisa", "não tinha foco", "não tinha persistência", "desistia de tudo muito rapido"."voluvel", auto-absorta, sonhadora, e como toda mulher, precocemente sensualizada. Sofri bulling e abuso sexual ainda no primario. Meus amigos colegas e namorados sempre questionam o que está acontecendo, qual é o problema que está na minha cabeca. As coisas que eu mais escutei na vida foram "que houve?", "porquê esse olhar melancólico?" , "está pensando em quê?", "você nunca está feliz!" , "nunca está satisfeita", "você é muito séria", "deve ser frígida", "pessoa sem graça, mau humorada" , "pensando na morte da bezerra" , "não quer nada", "sempre no mundo da lua" e outras crueldades idiotas como essa. Tenho sempre um olhar triste, distante , nublado... tive diversas crises bastante graves de depressão em momentos pontuais. (quando estava no vestibular, quando rompi o primeiro noivado, quando comecei a trabalhar, quando quebrei a perna, durante e depois de viagens nacionais ou internacionais, quando fiquei envidividada, quando bati o carro...) fico mal de não sair da cama. tenho problemas pra dormir e pra acordar. não tenho noção de tempo. virei as costas pra muitas oportunidades na vida por insegurança. decidi não ter filhos. me afastei de muitas pessoas, amigos e parentes. matei meus sonhos. nenhum dos meus sonhos vale a pena. Deixei de gostar de viajar, de gostar de musica, de circo, de ginastica, de moda, de praia, de crianças.... não vejo tanta graça. acho que não é pra mim. acho que não é tudo isso que dizem. não gosto de ir pra bar , nem beber nem ir ao cinema, detesto futebol, detesto novela, detesto convenções sociais, detesto cursos , treinamentos, palestras motivacionais, livros de autoajuda. micaretas, carnaval, chopada, rave, me dão enjôo. Agradeço muito à minha mãe por ter me forçado a estudar, trabalhar e organizar minha vida. Agradeço muito às pessoas do meu trabalho por não me demitirem mesmo com tantas faltas e dias que estou totalmente improdutiva.Agradeço ao meu marido que me diz que minha vida tem valor, me dá prazer e conforto emocional.Tenta me agradar e me fazer rir, mas é muito raro eu ter um acesso de riso. Burocracia, política, ignorancia, jornal, televisão, incerteza, trairagem, extremismos, radicalismos, religiões, cobranças, caos, barulho demais, multidão, são coisas que me deixam d-o-e-n-t-e. Eu fui boa aluna e passei num concurso, e trabalho muito, já trabalho a 20 anos. tenho meu próprio ritmo e não consigo resultados excelentes, apesar de ser muito inteligente e das pessoas criarem muita expectativa. já aprendi que a expectativa dos outros é problema deles. depois de 3 tentativas , terminei uma faculdade como aluna nota 10, mas parei por aí. não corri atrás de bolsa, carreira, intercâmbio... devia ter ido embora daqui, pois "é muito melhor ser triste em paris". Não tenho grana pra investir em carreira acadêmica nessa altura da vida, não dependo mais de pai e mãe. Eu me viro como posso. Moro na cidade das favelas, e pago muito imposto, e não ganho suficiente pra ter plano de saúde, ou seja, tenho crises de nervosismo e desânimo SEMANALMENTE. tomo remédio regulador de humor e vou no psiquiatra a cada dois meses. o remedio ajuda , mas não cura minha distimia. não sou brutalmente infeliz o tempo todo. minha felicidade é fraquinha. suave. eu gosto de paz. natureza. meditação. leitura. quando me aposentar vou me dar o luxo de ser uma coroa hippie.espero que isso ajude quem convive com alguém "distímico" ou com "depressão cronica leve"
Antônio Pereira do amaral
Como faço pra conviver com meu filho distímico,?se ele só de me ver se sente irado? Qualquer coisa q falo serve pra irritado vivo em um lar com duas pessoas distímico só vivo calado pra não piorar a situação! Não sei mais o q fazer por favor me ajude parece uma doença diabólica,isso já dura mais de 30 anos,queria mais orientações por ser grande o sofrimento meu lar é um cemitério ninguém conversa por ter dois tistimicos eu não achei outra solução de conviver eles não aceitam a doença para ir aí au médico me parece q todos os distimicos são assim é fica difícil convencelos preciso mais orientações são milhares de famílias com essa doença q é pouco divulgada obrigado.
Isabel Braga
meu namorado tem essa doença , ele muda de humor constamente e isso acaba o encomodando depoois que fica tranquilo , ele acha que irei desistir dele por causa da doença e estou tentando encontrar todas as formas possives pra ajuda-lo por o amo ... voces me ajudaram bastante entao agradeço de coração
Redação umCOMO (Editor/a de umCOMO)
Oi Isabel! Que bom saber que essa informação foi útil para você! Obrigada pelo seu comentário e continue acompanhando a nossa página :)

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