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Como detectar a AIDS

Como detectar a AIDS

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é conhecida como AIDS, termo usado para se referir ao estado avançado do vírus da imunodeficiência humana ou HIV. Esta doença de transmissão sexual já acabou com a vida de milhões de pessoas, e apesar das campanhas de conscientização feitas mundialmente ainda existe um alto índice de infectados que aumenta de forma constante, principalmente no continente africano. Em umComo.com.br esclarecemos alguns aspectos sobre esta doença para que descubra como detectar a AIDS.

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O que é a AIDS?

Quando se fala de AIDS, fala-se do estado avançado do vírus da imunodeficiência humana, HIV. O vírus ataca o sistema imunológico tornando ele mais vulnerável a diversas infecções e doenças que podem acabar sendo potencialmente mortais para o paciente. Em uma pessoa com um sistema imunológico saudável este tipo de patologias não causaria nenhum problema, mas em um paciente com HIV representa uma situação importante que coloca em risco sua vida.

A transmissão da AIDS

No início da década de 80 apareceram os primeiros casos de AIDS em pacientes com o vírus de imunodeficiência adquirida em nível avançado. Depois de muitas investigações conseguiu-se determinar um padrão de transmissão do vírus: o contato sexual.

O intercâmbio de fluídos durante o sexo entre uma pessoa que sofre de HIV e uma pessoa saudável gera um contágio. Mas não é a única forma de uma pessoa se contagiar com o vírus: o contato com sangue contaminado através do uso, por exemplo, de uma seringa infectada, e a transmissão da doença da mãe ao feto durante a gravidez são as três formas de contágio identificadas atualmente, sendo a sexual a mais comum entre elas. Por isso a importância de usar preservativos durante os encontros sexuais.

É importante entender que o HIV não se transmite pelo contato quotidiano com uma pessoa infectada, nem ao compartilhar bebidas, alimentos ou espaços comuns. As condições para seu contágio são muito específicas e podem ser controladas considerando as medidas de prevenção.

Etapas do HIV

Após o contágio, a pessoa pode demorar entre 2 semanas e um pouco mais de 2 meses para que os anticorpos que indicam a presença do vírus sejam detectados em seu sangue. Como o período pode variar entre pacientes, o período dos 3 primeiros meses após o contágio é conhecido como "período janela", que é o tempo que passa entre que uma pessoa pega o vírus e desenvolve seus anticorpos.

O seguinte momento da doença é a etapa assintomática, onde a pessoa contagiada pelo HIV pode levar uma vida comum e saudável durante muitos anos antes de aparecerem os primeiros sintomas, que em alguns casos não chegam nunca.

A etapa sintomática inicial e intermédia apresenta-se quando o paciente começa a notar os primeiro sintomas da doença, como erupções cutâneas, fadiga, suores noturnos, perda repentina de peso, e doenças típicas relacionadas com este vírus que aparecem quando o sistema imunológico começa a se debilitar (herpes genitais ou labiais, candidíase, etc).

Depois vem a etapa tardia do vírus, conhecida já como AIDS. Neste período os danos ao sistema imunológico são graves, e por isso o corpo apresenta infecções oportunistas, doenças que em um sistema imunológico saudável dificilmente apareceriam mas que com o HIV em estado avançado são comuns, por exemplo a pneumonia por Pneumocystis carinii, a toxoplasmose, e a candidíase.

Como detectá-la

Após entender que ter o HIV não significa necessariamente ter AIDS, para chegar ao seu diagnóstico devem passar vários processos.

Os primeiros exames para detectar o HIV são conhecidos como ELISA, Western Blot e IFA; com eles procura-se determinar a presença dos anticorpos característicos do vírus no sangue.

Após confirmar este diagnóstico, não pode ser determinado se o paciente sofrerá de AIDS: a maior parte dos doentes com HIV atendidos nas etapas primárias conseguem viver durante muitos anos sem apresentar sintomas da AIDS.

Ao ser diagnosticado com HIV o paciente deverá fazer exames de sangue com frequência, se em algum deles a contagem de células CD4 for menor que 200/mm3 ou se aparecerem alguma ou várias das infecções oportunistas clássicas da etapa tardia, o paciente poderá ser finalmente diagnosticado com AIDS.

Importância de fazer exames de sangue com regularidade

As pessoas que possuem um parceiro regular e que não foram submetidas a nenhuma situação de risco, dificilmente pensam em fazer um exame para determinar se têm HIV, apesar de ser conveniente fazê-lo uma vez por ano. No entanto, quando as relações sexuais não são sempre com a mesma pessoa, quando existe troca frequente de parceiro ou quando a pessoa foi exposta a uma situação de risco (estupro, uso de seringa usada, etc.) é importante consultar um especialista para receber toda a atenção necessária e iniciar o processo de exames para determinar se houve um contágio.

Quanto mais cedo for diagnosticada a doença mais possibilidades existem de ter uma vida normal.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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1 comentário
deisinha
Sempre é bom divulgar..

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