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Como distinguir os diferentes tipos de delírios

Por Vanessa Lopes. Atualizado: 30 junho 2017
Como distinguir os diferentes tipos de delírios

O delírio é um distúrbio do conteúdo do pensamento. Toda a ideia estranha ou fixa constitui um distúrbio do conteúdo do pensamento, dentro deste encontramos: ideias sobrevalorizadas, ideia fóbicas, ideias hipocondríacas e ideias delirantes. O delírio implica uma mudança na relação que a pessoa estabelece com o mundo, uma quebra, onde a ideia delirante passa a ser a ligação que a pessoa utiliza para restabelecer o contato com a realidade. Esta ideia passa a formar parte da sua vida e converte-se no centro da sua existência. Os temas em quais se centra o delírio são variados, entre eles destacam-se: delírios de perseguição, celitípicos, de reivindicação, de grandeza, etc. De seguida, mostramos-lhe como distinguir os diferentes tipos de delírio.

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Passos a seguir:
1

Delírio de perseguição. A pessoa que sofre deste tipo de delírio, está convencida que algo de mal vai acontecer, e que está a ser vítima de uma perseguição. Nestes casos, a pessoa considera que está a ser perseguida por inimigos que lhe querem fazer mal. Este dano pode ser físico ou moral. A perseguição física tem a ver com tentativas de a envenenar, matar, etc. Enquanto que a segunda, refere-se ao fato de difamar, desacreditar a pessoa, etc. Com base nesta ideia, modifica as suas ações e a sua forma de enfrentar a vida. Este delírio pode ser visto como a esquizofrenia paranóide.

2

Delírio místico. Este tipo de delírio tem uma forte base religiosa. Pode ser vivido de diversas formas, mas sempre em torno da religião. A pessoa pode considerar que a maioria das ações realizadas pelas pessoas à sua volta são pecaminosas e procura a perfeição nas suas ações. Passa a maioria do tempo rezando e fazendo orações. Considera-se que é um mensageiro de Deus que tem que cumprir uma missão divina ou que a virgem lhe encomendou uma missão. Considera que os vários fatos da vida são sinais enviados para confirmar a sua missão.

3

Delírio de ciúmes ou celitípicos. A pessoa tem a certeza que o seu parceiro está sendo infiel. Em todos os lados vê sinais, fatos ou situações que confirmam as suas suspeitas. Olhares, palavras e ações são consideradas como indícios das suas suspeitas que se tornaram em realidade. As interpretações erradas que fazem da realidade, reforçam as suas ideais e motivam comportamentos de assédio e perseguição dos seus parceiros. Este tipo de delírio, pode conduzir a que a pessoa chegue ao ponto de se matar por considerar o seu parceiro infiel. A pessoa, muitas vezes, considera que o seu parceiro é infiel com muitas pessoas, não apenas com uma única pessoa.

4

Delírio de grandeza ou megalomaníaco. As pessoas que sofrem deste tipo de delírio, consideram-se superiores aos outros em diversos aspectos. Podem considerar-se os reis de todos os seres humanos, que é a única pessoa inteligente que existe no mundo, que é a pessoa mais rica de todas. Consideram-se pessoas especiais, e que a sua existência tem uma grande importância para a humanidade.

5

Delírio erotomaníaco. Este tipo de delírio é mais frequente nas mulheres. A pessoa está convencida de que outra pessoa que, normalmente, pertence a uma classe social superior, está perdidamente apaixonada por ela. Considera que todo o que acontece não são mais que sinais que confirmam o amor da outra pessoa por ela, mas trata-se de um amor idealizado, romântico mais que uma atração sexual.

6

Delírio de reivindicação. Tendem a ser pessoas rancorosas e vingativas que se caracterizam pelo seu idealismo, o seu fanatismo pela política, a reforma social, etc. Existem três tipos de reivindicação delirante: os litigantes, que reivindicam os seus direitos, a sua honra e têm uma forte necessidade de fazer justiça (muitas vezes por conta própria); os inventores, vivem preocupados que alguém descubra as suas invenções que revolucionaram o mundo, sentem-se ameaçados uma vez que consideram que as suas invenções serão roubadas. Por último, estão os idealistas apaixonados, procuram a paz universal, a reforma social e para isso recorrem a práticas agressivas e violentas.

7

Delírio de referência. Consideram que tudo o que se passa à sua volta é por algum motivo, nada é deixado ao acaso. Vê-se a si próprio como o centro de tudo, o que dizem na televisão ou o que acontece no mundo tem a ver com ele, com os seus pensamentos e as suas ações. Considera que tudo tem um sentido para ele. Estas pessoas vivem em constante tensão, gerando em muitas ocasiões reações agressivas e violentas.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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