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Como ser doador de medula óssea

Por Paula Cassandra. Atualizado: 7 novembro 2019
Como ser doador de medula óssea

Nos últimos anos tem aumentando o número de doações de medula óssea, o popular tutano, um tecido líquido-gelatinoso que fica dentro dos ossos, e onde são produzidos os elementos que formam o sangue. Esse material serve a pacientes que sofrem de leucemia, anemia grave, imunodeficiências congênitas, osteopetrose, entre muitas outras doenças que afetam as células do sangue. Por isso, existem campanhas para estimular as pessoas a fazerem a doação e se você quer saber como ser doador de medula óssea confira todas as informações que o umCOMO tem para dar sobre esse tema.

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Como fazer a inscrição para ser um doador

Para ser doador de medula óssea é preciso se cadastrar no hemocentro mais próximo da sua residência. Em todos os estados brasileiros existe uma unidade. Para encontrar a mais acessível basta pesquisar acessando o link prosangue.sp.gov.br/hemocentros. Residentes na cidade do Rio de Janeiro também podem se inscrever junto ao INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. O local também faz a coleta e os doadores podem se dirigir ao endereço Praça Cruz Vermelha, 23, bairro Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, sem fazer agendamento, para realizar os primeiros procedimentos.

O doador precisa preencher um formulário com os seus dados pessoais e, nesse momento, dele também é coletada uma amostra de sangue, com os quais serão feitos os testes para verificar o seu estado de saúde. Esses exames também servem para retirar as informações necessárias que vão servir para encontrar um paciente compatível com a sua medula. Todas as informações sobre os doadores de medula óssea estão reunidas no Redome – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, que serve para cruzar as informações genéticas dos doadores e das pessoas que precisam receber a doação.

Esse sistema informatizado que facilita o cruzamento de dados, permitindo que, ao ser verificada uma compatibilidade, o doador seja convocado para realizar a doação propriamente dita. Se isso acontecer, ele deve se encaminhar para um dos 70 centros de transplantes de medula óssea, os quais estão localizados em oito estados do Brasil, além do Distrito Federal.

Como ser doador de medula óssea - Como fazer a inscrição para ser um doador

Quais os riscos para o doador e para o paciente

Em um primeiro momento, quando a pessoa decide ser um doador, ela realiza uma série de exames clínicos, a fim de avaliar como está a sua saúde. Após encontrar a compatibilidade, ela realiza novas avaliações clínicas, uma vez que isso pode levar anos. A doação é feita em um centro cirúrgico, sendo que o doador recebe anestesia para o procedimento, podendo ser peridural ou geral. Tudo leva em torno de duas horas e a internação no hospital não ultrapassa um dia. Para retirar a medula, são usadas agulhas nos ossos posteriores da bacia para a coleta.

Já o procedimento para receber a medula doada se assemelha a uma transfusão de sangue. Como o paciente, em um primeiro momento, fica mais suscetível a hemorragias e infecções, ele é mantido em isolamento por um período de até três semanas, após receber a medula. Além disso, existe um cuidado especial com a sua alimentação e esforço físico. O doador apto não precisa mudar o seu estilo de vida, sendo que existem poucos riscos associados ao procedimento. Retira-se menos de 15% da medula do doador e dentro de poucas semanas ela já está totalmente recuperada.

No entanto, após a doação a pessoa pode sentir um pouco de dor no local de onde foi retirada a medula, bem como dor de cabeça e fraqueza, mas são sintomas passageiros, que podem durar três dias, e para amenizá-los podem ser tomados remédios. Depois do procedimento, o doador precisa ficar em repouso por uma semana. Embora seja rara, pode ocorrer uma rejeição do transplante da medula, sendo que em geral o paciente consegue se recuperar bem. Porém, isso também depende do estágio que está a sua doença e de como está a sua saúde como um todo.

Quem pode doar medula óssea

Muitas pessoas entram no grupo de quem pode doar medula óssea, uma vez que não existem muitos critérios rigorosos. Dessa forma, é preciso que a pessoa interessada em doar tenha entre 18 e 55 anos e que esteja com bom estado de saúde, o que significa não ter doença infecciosa ou incapacitante. Já que pode demorar anos para que o doador seja convocado a doar a sua medula, porque isso depende de encontrar uma compatibilidade, que nem sempre é fácil de acontecer, é importante que o doador mantenha os seus dados cadastrais atualizados, para que se possa encontrá-lo quando chegar a hora da doação.

Segundo dados do INCA, hoje em dia, há pouco mais de 20 milhões de doadores em todo o mundo, sendo que os pacientes que buscam pelo transplante de medula também podem pesquisar nos cadastros de outros países. No Brasil, existem em torno de 4 milhões de doadores.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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1 comentário
eliane marques alencar carneiro
quero se possível ser uma doadora de medula já que a muito tempo já sou doadora de sangue.....

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