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Como tratar a doença inflamatória pélvica

Por Redação umCOMO. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como tratar a doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção comum na idade reprodutiva da mulher que afeta os seus órgãos sexuais e que é provocada, na maioria dos casos, por infecções de transmissão sexual como a clamídia ou a gonorreia. Deve ser tratada com medicamentos de forma precoce para evitar possíveis complicações como dor pélvica crônica ou infertilidade, por isso convém estar atenta aos seus sintomas e prevenir, assim, maiores problemas de saúde a longo prazo. No seguinte artigo de umComo.com.br mostramos em detalhe quais são as causas, os sintomas e como tratar a doença inflamatória pélvica.

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Passos a seguir:
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A doença inflamatória pélvica (DIP) é causada por bactérias da vagina e do colo uterino que vão até ao útero, os ovários ou as trompas de Falópio provocando uma infecção. Na maioria dos casos, doenças de transmissão sexual como a gonorreia e a clamídia são as principais responsáveis por esta infecção, mas ela também pode ser originada por outras infecções que não se contagiam por via sexual, como a vaginose bacteriana.

Além disso, deve-se considerar que esta migração de bactérias que dá lugar à DIP também pode ocorrer durante alguns procedimentos médicos como, por exemplo, no parto, um aborto, a introdução de um dispositivo intrauterino ou a biópsia do endométrio.

Algumas mulheres contam com maior probabilidade de sofrer DIP; é o caso daquelas que têm vários parceiros sexuais, tiveram uma infecção de transmissão sexual, desenvolveram anteriormente DIP ou colocaram recentemente o DIU.

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Nem todas as mulheres que desenvolvem DIP apresentam sintomas claros ou graves, pois em muitos casos estes não se manifestam ou são de caráter leve. Quando o fazem os principais sintomas são secreções vaginais anormais, dores ou incômodos na parte superior ou inferior do abdômen, sangramentos vaginais anormais, incômodos durante a micção e ao manter relações sexuais, febre, calafrios, náuseas e vômitos.

Ter algum dos sintomas anteriores não quer dizer que se sofra de DIP, mas é conveniente consultar o médico o quanto antes para um correto diagnóstico e receber o tratamento adequado. De fato, é fundamental tratar a DIP de forma precoce para evitar possíveis complicações como dor pélvica crônica, infertilidade ou gravidez ectópica.

Como tratar a doença inflamatória pélvica - Passo 2
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Para tratar a doença inflamatória pélvica, costumam-se receitar medicamentos antibióticos para acabar com a infecção por completo. Este tipo de medicamento pode ser administrado por via oral ou através de uma injeção, além disso, precisa de acompanhamento por parte do médico, por isso é habitual marcar uma visita após dois ou três dias do início do tratamento. É possível que os sintomas da infecção desapareçam mesmo que não se tenha finalizado o tratamento antibiótico, mas é fundamental seguir com a medicação até cumprir o tempo indicado pelo médico.

Como tratar a doença inflamatória pélvica - Passo 3
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Naqueles casos mais graves de DIP, é provável que a paciente deva permanecer internada no hospital durante algum tempo. A hospitalização é comum em mulheres que não contem com um diagnóstico preciso da doença, que estão grávidas, sofrem de outra doença grave, precisam de receber a medicação por via intravenosa, apresentam febre, náuseas ou vômitos ou têm um abscesso em uma das trompas de Falópio ou no ovário. Neste último caso, se os abscessos não diminuírem com a medicação é possível que se considere a opção da cirurgia usando técnicas como laparoscopia, laparotomia ou colpotomia.

Nas pacientes hospitalizadas costuma-se administrar antibióticos por via intravenosa e também por via oral para curar a infecção.

Como tratar a doença inflamatória pélvica - Passo 4
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Além do tratamento médico mencionado, serão adotadas outras medidas para favorecer a saúde e o bem-estar da paciente, como, por exemplo, recomendar repouso, uso de alguns analgésicos, retirada do DIU caso use, administração de líquidos e suspensão temporária das relações sexuais. Tudo isso é fundamental para que a evolução da doença inflamatória pélvica seja favorável.

Assim, é importante considerar que os parceiros das mulheres com DIP também devem ser analisados e receber tratamento médico se mantiveram relações sexuais durante os dois meses anteriores ao aparecimento dos sintomas.

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Da mesma forma que com as demais infecções de transmissão sexual, a medida principal para prevenir a doença inflamatória pélvica é usar camisinha em todas as relações sexuais. Além disso, é importante realizar revisões médicas ou ginecológicas periódicas para ter a certeza de que se tem uma boa saúde sexual a todo o momento. Veja no nosso artigo como colocar uma camisinha.

Como tratar a doença inflamatória pélvica - Passo 6

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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