Como tratar uma ferida na vagina

Como tratar uma ferida na vagina

Diversas razões podem estar na origem de ferimentos na região vaginal, desde coisas simples como lesões pós-depilação a enfermidades mais graves como sífilis. É essencial diagnosticar a condição desencadeadora para determinar o melhor tratamento em cada caso. Sintomas que acompanham a ferida na região genital são muito úteis para determinar o elemento que a provoca. Continue lendo esse artigo do umCOMO para descobrir como tratar uma ferida na vagina, tendo sempre em conta que a atenção médica é essencial para fazer um diagnóstico preciso.

Feridas na vagina: o que pode ser?

As feridinhas na vagina são rapidamente identificadas pelas mulheres, uma vez que causam um grande desconforto ao longo do dia. Por isso, merecem atenção, já que podem sinalizar um simples problema como também graves doenças. Confira abaixo uma lista de possíveis causas de feridas vaginais que não envolvem enfermidades:

  • Atrito durante o ato sexual
  • Método de depilação
  • Roupas muito apertadas
  • Uso de absorventes íntimos
  • Banco da bicicleta

Ferimentos vaginais que podem indicar DST’s

  • Herpes genital
  • Sífilis
  • HPV
  • Cancro mole
  • Donovanose
  • Linfogranuloma venéreo

Outros problemas que provocam feridas na vagina são:

  • Vulvovaginite
  • Cervicite
  • Cistos
  • Abcesso
  • Dermatite atópica ou de contato
  • Molusco contagioso
  • Granuloma inguinal
  • Outras doenças de pele

Quando o machucado na vagina é sinal de um quadro mais grave de saúde, o comum é que outros sintomas acompanhem o problema. Entre eles, os mais frequentes são corrimento, coceira e dor na relação sexual. Outros sintomas são ardência, dor ao fazer xixi, sangramento (não devido à menstruação) e o surgimento de uma verruga genital. Todos esses sinais indicam que está na hora de buscar ajuda médica. Apenas quando o profissional da saúde diagnosticar o problema é que a mulher vai saber como tratar uma ferida na vagina.

Vagina machucada por lesões

As feridinhas nos grandes lábios ou em outras regiões da vagina podem ser provocadas por pancadas e machucados. As lesões da depilação, o uso de roupa íntima muito apertada e alergias a determinados materiais ou absorventes íntimos podem estar na origem deste problema.

A coceira na vagina também pode dar origem a esta condição, já que é possível que você esteja coçando a vagina durante o sono sem notar. A coceira na região genital feminina pode ser provocada por alergias, candidíase e outras infecções. Sem tratamento, a candidíase pode provocar feridas na vagina por causa da coceira, o que pode agravá-la ainda mais. Confira neste outro artigo de umCOMO como curar a candidíase vaginal!

Este tipo de ferida na vagina costuma cicatrizar por si mesmo após alguns dias. Evite roupas apertadas e manipular a lesão, já que isso pode piorá-la. Consulte o seu ginecologista para que ele recomende uma pomada cicatrizante que previna infecções e acelere o processo de cura.

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis também podem estar na origem das feridas na vagina. As mais comuns são:

  • Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum, costuma ser transmitida através de relações sexuais desprotegidas. Os sintomas costumam se manifestar 3 semanas após o contágio, sendo que o aparecimento de uma lesão única e indolor é bastante comum.
  • Herpes genital: causada pelo vírus Herpes simplex, esta infecção surge após o contato com úlceras ou bolhas de uma pessoa contaminada. Além da dor das pequenas bolhas, pode provocar dor, ardência e coceira. A herpes genital pode causar feridinhas nos grandes lábios. Confira outros sintomas de herpes genital nesse artigo.
  • Linfogranuloma venéreo: de caráter raro, esta infecção é provocada pela bactéria Chlamydia trachomatis provoca o aparecimento de pequenos caroços que evoluem para úlceras dolorosas e ínguas. Essas doenças que geram caroços, verrugas e lesões podem provocar feridas na entrada da vagina, dentro da vagina e em toda a região da virilha.
  • Donovanose: também chamada de granuloma inguinal, é provocada pela bactéria Calymmatobacterium granulomatis. Os sintomas iniciais provocam o aparecimento de pequenos caroços que se transformam em úlceras indolores que crescem e danificam a região genital.
  • Cancro mole: esta infecção provocada pela bactéria Haemophilus ducrey também é conhecida como cancroide. Os sintomas incluem lesões dolorosas com secreções sanguinolentas ou ferida com pus. Mais informação no artigo cancro mole - causas, sintomas e tratamento.
  • HPV: a infecção por papiloma vírus humano pode provocar o aparecimento de verrugas na vagina, na vulva, no ânus, na boca ou até mesmo na garganta.

Câncer na vagina

Sendo uma causa muito rara para o aparecimento de ferida na vagina, o câncer surge acompanhado de mau cheiro, coceira e secreções na zona íntima, sendo mais comum em mulheres de idade avançada.

Se a ferida na vagina for provocada por HPV, existe uma probabilidade maior de se tornar câncer na vagina. O diagnóstico deve ser feito pelo ginecologista através de uma biopsia e o tratamento iniciado assim que possível, podendo incluir cirurgia e quimioterapia.

Doenças autoimunes

Algumas doenças autoimunes podem estar na origem do surgimento de ferida na vagina. Confira as possíveis enfermidades causadoras da lesão na zona íntima:

  • Doença de Cröhn
  • Líquen plano
  • Eritema multiforme
  • Pênfigos
  • Aftose complexa
  • Doença de Behçet
  • Doença de Reiter
  • Penfigóides
  • Dermatite herpetiforme de Duhring-Brocq
  • Dermatite por IgA linear

Apesar de raras, estas doenças podem afetar mulheres de qualquer idade e provocar o aparecimento de lesões na zona anal e oral, além da região vaginal. Outros sintomas que podem acompanhar este tipo de enfermidade incluem fraqueza, febre, perda de peso e comprometimento da circulação sanguínea e rins.

Consulte o seu médico para que ele possa tratar a origem do problema com medicamentos como imunossupressores ou corticoides.

Machucado na vagina e outros sintomas comuns

É o ginecologista o especialista que melhor pode identificar qual a causa da ferida na vagina. Além de exames rotineiros e outros específicos, o médico vai fazer uma série de perguntas para ajudar a diagnosticar a razão do machucado. É importante que a mulher seja sincera para mais rapidamente iniciar o tratamento adequado. As perguntas do médico podem incluir:

  • Que outros sintomas acompanham a ferida?
  • Você sente coceira vaginal?
  • Existe secreção?
  • Você sente dor quando urina?
  • Você sente dor durante a relação?
  • Algum fator piora a condição?
  • Algum fator melhora o problema?
  • Quando começaram os sintomas?

Os exames que normalmente são feitos nesse caso são citologia oncótica, bacterioscopia da secreção vaginal e cultura das secreções. Pode haver necessidade ainda de colposcopia e vulvoscopia com biópsia e sorologia para DST, caso haja indícios de que a ferida tenha origem de uma doença sexualmente transmissível. Cistoscopia, anoscopia e ultrassonografia transvaginal/pélvica são outros exames realizados apenas em episódios específicos.

Em casos de doenças, o tratamento consiste principalmente em antibióticos, que devem ser prescritos exclusivamente pelo especialista e pomada para feridas nas partes íntimas. Algumas recomendações e tratamentos podem ser mais específicos dependendo da enfermidade, como no caso das demais doenças de pele.

Quando o machucado for causado pela relação sexual, aconselha-se a mulher aguardar alguns dias até que a ferida cicatrize para ter novas relações. Se ela possui pouca lubrificação vaginal, o atrito pode machucar e, para tanto, recomenda-se o uso de lubrificantes próprios para o sexo.

Já quando a causa são as roupas apertadas, o melhor é mudar de hábitos e dar preferência às peças de algodão e se for o absorvente mudar de tipo e/ou marca é o recomendável. O mesmo serve para a depilação.

Leitura complementar: Caroço e ferida nos grandes lábios, o que pode ser e como tratar

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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