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Quais são os fatores de risco para o AVC

 
Por Paula Cassandra. Atualizado: 16 janeiro 2017
Quais são os fatores de risco para o AVC

O acidente vascular cerebral, o AVC, também conhecido como derrame cerebral, acontece quando o rompimento ou o entupimento dos vasos sanguíneos do cérebro levam a um dano cerebral, fazendo com que haja a perda da função neurológica. Há alguns anos, essa doença afetava apenas indivíduos acima dos 60 anos, mas hoje em dia, os casos também estão acometendo pessoas mais jovens, tornando esse problema o maior responsável por mortes no país. A melhor forma de evitar o problema é não fazer parte do grupo de indivíduos mais pré-dispostos à doença. Para tanto, saiba com o umCOMO quais são os fatores de risco para o AVC e aprenda a prevenir-se.

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Passos a seguir:
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Existem muitas condições de saúde que fazem parte dos fatores de risco para o AVC, assim, ao evitá-las é possível também prevenir um acidente vascular cerebral. Uma delas é a hipertensão arterial, conhecida ainda como pressão alta, fazendo com que pessoas que tenham esse problema de saúde possuam até seis vezes mais chances de sofrer um derrame cerebral. Já que nos hipertensos o sangue precisa fazer uma força muito intensa contra as paredes das artérias para circular, a longo prazo, isso causa o enrijecimento das artérias, podendo levar à obstrução ou ao enfraquecimento e posterior rompimento dos vasos sanguíneos. Se isso ocorrer no cérebro, caracteriza o AVC.

Quais são os fatores de risco para o AVC - Passo 1
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Quem tem diabetes também deve redobrar o seu cuidado com a saúde, não apenas para controlar essa doença, como as que podem se originar dela, como é o caso do derrame cerebral. Diabéticos estão duas vezes mais propensos a sofrer um AVC porque os níveis elevados de açúcar no sangue podem comprometer as paredes internas dos vasos sanguíneos, favorecendo o acúmulo de gordura e um eventual bloqueio, que pode causar o acidente vascular cerebral. Porém, esse risco é real em quem não controla o problema com remédios e/ou com a alimentação adequada. Por outro lado, existem pessoas que possuem a doença e não sabem, mais uma razão para fazer exames de sangue periódicos e consultar o médico.

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O colesterol alto é outro fator de risco para o AVC, porque assim como a diabetes, esse problema pode causar o bloqueio do fluxo de sangue para o cérebro em decorrência da formação de placas de gordura nas artérias, característica essa que identifica o derrame. O colesterol alto também é um fator de risco para as doenças cardíacas, sendo elas, por sua vez, fatores de risco para o derrame cerebral, por isso, as chances desses problemas todos se combinarem em pessoas que não os tratam são maiores. Os níveis altos de colesterol podem ser controlados por exames de sangue periódicos e, muitas vezes, apenas a alimentação adequada é o suficiente para tratar o problema.

Quais são os fatores de risco para o AVC - Passo 3
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Quem possui doenças do coração também está no grupo de risco para o AVC e isso acontece por diferentes razões. Existem doenças como infarto, doença nas válvulas, cardiopatia chagásica e fibrilação atrial, que provocam arritmias, ou seja, batimentos descontrolados do coração. Isso gera um fluxo sanguíneo irregular, facilitando o aparecimento de coágulos de sangue dentro do coração, que podem chegar até o cérebro e resultar em um acidente vascular cerebral. Além disso, outra doença cardíaca, como a doença das artérias coronárias, também chamada de aterosclerose, ocorre devido ao acúmulo de gordura ou outra substância nas artérias, sendo que isso pode afetar as artérias carótidas, situadas no pescoço e que levam sangue para a cabeça.

Quais são os fatores de risco para o AVC - Passo 4
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Além de doenças, alguns hábitos são fatores de risco para o AVC, como é o caso do tabagismo, sendo vários os motivos para disso. Um deles é o fato da fumaça do cigarro causar efeitos colaterais nas artérias do cérebro, podendo levar ao seu rompimento. Outra razão é que o hábito de fumar provoca o aumento da pressão arterial, colabora com a formação de coágulos de sangue nas veias e nas artérias, além de ser um fator de risco para as doenças cardíacas, inclusive, infarto do miocárdio. Todos esses quadros podem fulminar em um derrame cerebral.

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Outro hábito que facilita um acidente vascular cerebral é o sedentarismo, que se caracteriza pela ausência de atividade física ou quando ela é muito leve e não é o suficiente para manter o bom funcionamento do organismo. Por isso, os exercícios devem fazer parte da vida das pessoas, não apenas por uma questão estética, mas também de saúde. Mesmo quem não gosta de ir a academia pode fazer atividade física moderada, ao correr, caminhar, andar de bicicleta, pular corda ou dançar. Em casa pode ainda fazer ginástica ou praticar um esporte conforme as suas preferências. Além disso, ao movimentar o corpo são reduzidas as chances não só de ter um AVC, como também de sofrer de diabetes, pressão alta, colesterol alto e obesidade.

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O consumo abusivo de álcool e drogas também aumenta as chances de ocorrer um derrame cerebral. Isso porque as pessoas que exageram nas bebidas alcoólicas, tanto em quantidade quanto em frequência, podem sofrer de hipertensão, bem como de colesterol alto, ambos fatores de risco para o AVC. No caso das drogas, o risco é maior ao usar crack ou cocaína, uma vez que essas substâncias podem provocar danos nas artérias e levar a picos hipertensivos, que estão associados ao acidente vascular cerebral.

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Em alguns casos, o uso do anticoncepcional também pode aumentar o risco da mulher de sofrer um AVC. As chances são ainda maiores para aquelas que fumam, sofrem de enxaqueca ou pressão alta. Algumas pílulas são contraindicadas a algumas mulheres, por isso, é de extrema importância consultar o médico ginecologista antes de começar a usar um anticoncepcional, já que por meio de uma avaliação médica ele vai indicar qual a pílula que mais combina com o seu estado de saúde.

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Alguns fatores de risco não dependem do indivíduo. Eles estão a idade, o sexo e a raça. Embora o derrame cerebral possa acometer pessoas de qualquer idade, inclusive, recém-nascidos e crianças, as chances disso ocorrer aumentam na medida em que o indivíduo envelhece. Homens e pessoas negras também estão mais propensos a sofrer do problema. Além disso, quem já sofreu de alguma doença vascular, como infarto, doença vascular obstrutiva periférica ou mesmo teve uma ameaça de derrame está mais propenso a ter um AVC.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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