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Sintomas e tratamento de clamídia na garganta

Sintomas e tratamento de clamídia na garganta

A clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns. É produzida pela ação da bactéria Chlamydia trachomatis e pode afetar homens e mulheres, sendo que estas últimas podem ser atacadas com maior graviade, uma vez que pode provocar danos irreversíveis no sistema reprodutor e aumentar a probabilidade de ocorrer uma gravidez ectópica (gestação fora do útero) ou de alto risco.

Esta doença de transmissão sexual pode ser contraída na uretra, no reto ou na garganta. Nesta área, o transtorno é contraído através da prática de sexo oral. Se você está buscando informação sobre os sintomas e tratamento de clamídia na garganta, este artigo do umCOMO é para você!

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Sintomas de clamídia

A clamídia costuma ser chamada de doença silenciosa, uma vez que a pessoa infetada pode nem se aperceber da existência do transtorno, uma vez que não apresenta efeitos que indiquem alguma anormalidade. Contudo, quem desenvolve sintomas de clamídia na garganta costuma manifestá-los entre uma a três semanas depois do contágio.

Uma forte dor de garganta pode ser o principal indício desta doença , mas muitas pessoas podem confundir este sintoma com um mal-estar pouco grave. Por esse motivo, é essencial saber se a dor coincide com a prática de sexo oral nos dias ou semanas anteriores. Caso coincida, pode ser clamídia.

Outros sintomas que são muito mais visíveis estão relacionados com a presença de ardor e úlceras, tanto na boca como na garganta, assim como tosse e febre.

Confira esse outro do artigo do umCOMO para saber como se contagia a clamídia e ter em conta as diferentes possibilidades de contrair este problema.

Complicações da clamídia na garganta

As bactérias que provocam a clamídia na garganta podem ser propagadas e provocar complicações irreversíveis. No caso dos homens, a doença pode afetar o deslocamento dos espermatozoides, provocar prostatite (infecção da próstata) e, em casos mais raros, infertilidade.

Contudo, para as mulheres, uma infecção de clamídia não tratada pode resultar em outros transtornos como a doença inflamatória pélvica, uma condição que pode provocar danos irreversíveis no sistema reprodutor, impedindo a possibilidade de engravidar. Além disso, as mulheres com clamídia possuem seis vezes maior probabilidade de desenvolver câncer do colo do útero. Caso uma mulher engravide enquanto tem clamídia, pode acabar transmitindo a bactéria ao seu bebé no momento do parto, causando pneumonia e danos oculares ao recém-nascido.

Também existe risco de tanto homens como mulheres poderem desenvolver artrite reativa, um transtorno que é gerado como uma reação do organismo perante uma infecção, podendo provocar inflamação nas articulações, nos olhos e no trato urinário e ainda úlceras na boca e erupções na pele.

Tratamento da clamídia

Uma vez diagnosticada a presença de clamídia por um médico especialista, o tratamento consiste na toma de antibióticos durante um, três ou sete dias, segundo o que o médico recomendar. Enquanto o paciente está em tratamento e, pelo menos uma semana depois do mesmo, não deve ter relações sexuais.

Do mesmo jeito, deve informar o(s) seu(s) parceiro(s) que contraiu uma infecção para que receba(m) o tratamento adequado e evitem a propagação da doença. É importante insistir neste ponto uma vez que, por ser um transtorno que não manifesta sintomas, muitos desconhecem que sofrem de clamídia ou evitam ir ao médico pois acreditam que não têm a doença.

No caso das mulheres grávidas, é possível que se recomende eritromicina ou amoxicilina e, no final do tratamento, devem ser feitos novos exames para confirmar que já não tem clamídia e que não existe risco para o bebé.

A clamídia é curável se for detetada a tempo e quando o tratamento indicado é seguido. Contudo, o tratamento não oferece imunidade, existindo sempre o risco de contraí-la novamente caso as medidas adequadas não sejam tomadas.

Neste outro artigo do umCOMO, você pode conferir como tratar a clamídia mais detalhadamente.

Prevenção da clamídia

Existem algumas recomendações que podem ajudar a reduzir o risco de contágio da clamídia:

  • Evitar práticas sexuais de alto risco.
  • Usar preservativo durante as relações sexuais, incluindo o sexo oral.
  • Fazer análises anualmente para testar a presença de clamídia, ou antes de mudar de parceiro.

Acesse esse artigo do umCOMO para saber como se proteger das doenças sexualmente transmissíveis.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Sintomas e tratamento de clamídia na garganta, recomendamos que entre na nossa categoria de Saúde Familiar.

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