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Espinha no ânus, o que pode ser?

 
Por Yasmin Fonseca. Atualizado: 15 julho 2019
Espinha no ânus, o que pode ser?

O ânus está propenso à diversas doenças que podem causar lesões na pele e serem confundidas com espinhas principalmente por ser uma região delicada compostas por finas camadas de peles chamadas de mucosas. De forma geral, quando aparecem bolinhas no ânus, não há motivo de preocupação pois de fato são espinhas ou então consequência de um pelo encravado, entretanto, caso apareçam outros sintomas como dores ou aumento do diâmetro ou da quantidade de grânulos, é necessário fazer uma avaliação para diagnosticar a causa. Se você quer saber o que pode ser espinha no ânus, leia esse artigo do umCOMO.

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Espinhas no ânus ou hemorroidas?

As hemorroidas são veias inchadas no reto ou ânus, podendo ser internas ou externas, ocorrendo quando há grande pressão sanguínea. Quando internas, as hemorroidas são mais difíceis de serem detectadas, ainda que possam causar dor e sangramento, enquanto as externas ficam localizadas no ânus e podem ser observadas[1], podendo ser confundidas com uma espinha e se assemelhando a um caroço no orifício retal, ainda que não tenha consistência dura.

As hemorroidas costumam aparecer principalmente em gestantes, idosos e em pessoas que passam muito tempo sentadas em razão da pressão causada na região anal e podem ser confundidas com uma espinha no ânus.

Para tratar e diminuir as dores causadas pelas hemorroidas, é necessário:

  • Beber bastante água: manter-se hidratado é necessário em casos de hemorroidas para evitar fezes ressecadas que possam machucas o ânus e causar novos sangramentos na hora de defecar;
  • Evitar passar muito tempo sentado: ficar sentado pressiona a região do ânus e pode causar grandes dores. Caso não haja outra opção, procure almofadas especiais que amenizam a pressão e evitam novos sangramentos;
  • Alimente-se com bastante fibra: as fibras ajudam a manter o intestino regulado e evitar prisões de ventre e evitando a necessidade de forçar os músculos anais ao defecar;
  • Faça compressas: compressas de água quente podem ajudar a aliviar as dores causadas pelas hemorroidas;

Caso necessário, recorra aos anti-inflamatórios.

Para mais informações, sugerimos a leitura do artigo sobre tratamento para hemorroida.

HPV e espinha no ânus

O Papilomavírus Humano, chamado de HPV, é um vírus sexualmente transmissível com 150 tipos, dentre os quais 40 podem causar infectar os órgãos genitais e 16 podem causar câncer no útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.[2] O sintoma mais comum da HPV são verrugas genitais ou no ânus. Além de aparecer nos órgãos genitais, a doença pode causar bolha no ânus feminino e masculino, que podem parecer uma espinha no ânus, principalmente se o infectado praticar sexo anal.

Caso a HPV se manifeste na região anal, é possível sentir coceira e incômodo no ânus próximo às verrugas, sendo esse o único sintoma da doença, que por vezes é assintomática.

As chances de contágio pela HPV aumentam em caso de:

  • Relação sexual desprotegida;
  • Tabagismo;
  • Deficiências do sistema imunológico;
  • Prévio contágio por outra Doença Sexualmente Transmissível.

As verrugas causadas pela HPV podem ser tratadas. Caso esteja com caroço em volta do ânus, marque uma consulta médica e evite ter relações sexuais até que a causa seja detectada.

Câncer anal e espinha no ânus

Caroço no ânus pode ser câncer e corresponde a 4% dos tumores malignos do trato digestivo baixo, podendo aparecer tanto de forma externa e visível quanto interna, causando dores e sangramento.[3] Os cânceres anais costumam se apresentar como feridas na pele mas podem ser verrucosos, podendo ser percebidos como um caroço do tamanho de uma ervilha no ânus que tende a crescer e pode ser confundida com uma espinha no ânus. Pelo localização e sintomas, por vezes o câncer anal é confundido com uma hemorroida externa e, em ambos casos, é necessária consulta com um proctologista para que seja feito um diagnóstico preciso.

Outros sintomas do câncer anal são:

  • Coceira;
  • Alteração na aparência das fezes;
  • Nódulo;
  • Sangramento;
  • Dor, principalmente ao defecar;
  • Incômodo.

Em caso de dor, veja também as causas da dor no ânus.

Espinha no ânus: outras causas

  • Abscesso: são infecções leves que podem aparecer em qualquer lugar da pele que, quando na região, resultam em um caroço no ânus, que parece uma espinha no ânus, e pode ser grave, principalmente em casos nos quais acarreta em uma sepse, ou seja, uma infecção generalizada[4];
  • Má depilação: a depilação pode acarretar em pelos encravados que inflamam e criam pus, formando um bola na pele que se assemelha a uma espinha no ânus;
  • Prolapso anal: ocorre quando uma parte do reto fica exposta e costuma ser causado pela fraqueza do esfíncter anal.

Sugestão: Como depilar o ânus

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Espinha no ânus, o que pode ser?, recomendamos que entre na nossa categoria de Doenças e Efeitos Secundários.

Referências
  1. THE COLLEGE OF FAMILY PHSYICIANS OF CANADFA. Hemorrhoids Reducing the pain and discomfort. Disponível em: <https://www.cfpc.ca/uploadedFiles/Resources/Resource_Items/Patients/Hemorrhoids_EN.pdf/>. Acesso em 25 de janeiro de 2019.
  2. MINISTÉRIO DA SAÚDE, SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA DE, DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS, COORDENAÇÃO GERAL DO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES. Guia Prático Sobre HPV Perguntas e Respostas. Disponível em: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/dezembro/07/Perguntas-e-respostas-HPV-.pdf/>. Acesso em 25 de janeiro de 2019.
  3. SANTOS JR, JÚlio CÉsar M. Câncer Ano-Reto-Cólico-Aspectos Atuais: I–Câncer Anal. Rev bras Coloproct, v. 27, n. 2, 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbc/v27n2/16.pdf/>. Acesso em 25 de janeiro de 2019.
  4. MALHEIRO, Luís Filipe et al. Infecções da pele e de tecidos moles na unidade de terapia intensiva: estudo retrospectivo em um centro terciário. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 29, n. 2, p. 195-205, 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbti/v29n2/0103-507X-rbti-20170019.pdf/>. Acesso em 25 de janeiro de 2019.

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