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Como lidar com acumuladores compulsivos

Como lidar com acumuladores compulsivos

A acumulação compulsiva possui muitos nomes, entre eles, acumulação patológica, disposofobia, Síndrome de Miséria Senil ou Síndrome de Diógenes. É uma condição clínica mais comum em idosos, embora pessoas de qualquer idade possam desenvolver o quadro, inclusive, quem passou por diagnóstico neuropsicopatológico. Embora a acumulador seja chamado de colecionador de lixo, porque muitas vezes é de onde pega objetos para acumular, o distúrbio pode atingir todas as classes sociais. Para saber como lidar com acumuladores compulsivos confira as dicas que o umComo.com.br tem sobre o assunto.

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Passos a seguir:
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Não raro demora-se para diagnosticar uma pessoa como acumulador compulsivo, já que ele pode levar uma vida normal, a não ser pelo fato de acumular objetos de forma excessiva nos cômodos da casa. Em alguns casos, todos eles podem estar abarrotados de coisas, a ponto da pessoa não ter nem mesmo espaço na mesa da cozinha para fazer as refeições. Se o paciente mora com outras pessoas, pode acabar limitando o espaço que os seus objetos tomam, mas o mesmo não acontece se mora sozinho, o que facilita o diagnóstico.

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O problema é um transtorno de ansiedade, considerado por muitos especialistas como um tipo de transtorno obsessivo compulsivo. São vários os objetos que podem ser acumulados, mas em sua maioria são revistas, jornais, livros e outros materiais que o paciente guarda com o objetivo de um dia ler, mas acaba nunca fazendo isso. No entanto, pode acumular ainda utensílios domésticos, ferramentas e mesmo animais. Embora quem veja essa situação encare tudo como lixo, para o acumulador cada item tem um valor sentimental e uma importância na sua vida e descartá-lo é absolutamente difícil.

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Os objetos também são armazenados porque são considerados úteis em uma emergência. Dessa forma, quem mora junto com uma pessoa que tem esse distúrbio deve saber lidar com acumuladores compulsivos, sendo que o primeiro passo é identificar o problema. Além do que já foi dito, indivíduos com esse perfil podem se isolar socialmente, o que interfere na sua mobilidade e, por consequência, nas atividades cotidianas, como se alimentar, se vestir e mesmo cuidar da sua higiene pessoal e da sua saúde.

Como lidar com acumuladores compulsivos - Passo 3
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O segundo passo é respeitar as decisões que o paciente toma, pois ele não percebe que o seu ato de acumular é prejudicial. Por isso, quem vive com um acumulador deve ser paciente e ajudar a cuidar dele, inclusive, para que o seu problema não acabe afetando a sua qualidade de vida. Por outro lado, não se pode confundir um acumulador com um colecionador e quem estiver em dúvida sobre a situação de um ente querido deve avaliar os sinais.

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Outra forma de lidar com acumuladores é incentivando-os a começar um tratamento, porém, quando o assunto for iniciado, o paciente não pode sofrer preconceito pelo seu comportamento, o que pode prejudicar o seu convencimento. Só mais recentemente o problema foi diagnosticado como uma doença mental e, por isso, são novos os tratamentos, mas existe a terapia cognitivo-comportamental e medicação, sendo que essa segunda é indicada para casos mais graves.

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Por isso, quanto antes o distúrbio for diagnosticado e mais cedo o tratamento começar, maiores são as chances de evitar as complicações que esse quadro pode causar. A terapia, como outros tratamentos psicológicos, busca encontrar a causa da compulsão, até a sua origem. A partir disso, torna-se mais fácil ao paciente mudar aos poucos o seu comportamento, porém, esse tratamento pode levar anos, conforme a gravidade atual do distúrbio.

Como lidar com acumuladores compulsivos - Passo 6

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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2 comentários
A sua avaliação:
Ana Cristina Betuyaku Schittini
Meu marido é um acumulador compulsivo. A nossa família já tentou por várias vezes levá-lo para fazer tratamento o que foi em vão. A primeira vez foi em um hospital, com uma médica neurologista que o resultado foi encaminhamento para um psiquiatra juntamente com o psicólogo. Finalizando que ele ficou extremamente irritado e foi até grosseiro com a médica. Na segunda vez foi terapia de casal com a psicóloga que não surtiu efeito, pois a psicóloga relatou que seria muito difícil ele modificar. Resumindo eu já não aguento mais, cheguei no meu limite e estou sem paciência para ajudá-lo e toda a família necessita ajuda de um profissional. Gratidão
A sua avaliação:
Geovane
Minha esposa é uma acumuladora compulsiva, temos duas filhas de 4 e 6 anos, que faço o possível para mostra-las a importância serem organizadas, guardarem as coisas no lugar certo, mas esbarramos sempre na falta de organização da mãe e no habito de guardar lixo e coisas que não teen a menor serventia. o que faço para lidar com isso, já que ela não quer buscar um tratamento e nem me permite ajuda-la?
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