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Doença de Wilson

Por Vanessa Lopes. Atualizado: 16 janeiro 2017
Doença de Wilson
Imagem: pdg.estiga.com

Deseja saber mais sobre a doença de Wilson? Em umComo vamos explicar para você as causas, sintomas, diagnóstico e tratamento desta doença. A doença de Wilson, denominada também de degeneração hepatolenticular, é uma doença de carácter hereditário que se caracteriza pelo acúmulo de cobre. O cobre, em pequenas proporções, é um elemento importante para o bom funcionamento do organismo e quando é ingerido em excesso o organismo elimina de forma voluntária este excesso. No entanto, os pacientes com doença de Wilson não têm a capacidade de eliminar este excesso de cobre do organismo, podendo causar danos no cérebro e fígado.

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Causas

A doença de Wilson é de carácter hereditário, ou seja, se ambos os pais são portadores do gene da doença, existe uma chance de a criança ter a doença. Quando ingerimos cobre em excesso, a sua excreção é realizada na bile pelas células hepáticas, mas quando existe um defeito genético este processo não acontece, causando o acúmulo de cobre.

Este acúmulo de cobre ocorre logo depois do nascimento da criança, no entanto os seus sintomas começam a manifestar-se apenas a partir dos 6 anos de idade.

Sintomas

A doença de Wilson começa a manifestar-se geralmente a partir dos 6 anos e pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Hepatite;
  • Cirrose hepática;
  • Demência;
  • Confusão mental;
  • Vômito com sangue;
  • Alterações de personalidade;
  • Movimentos lentos e dificuldade para movimentar pernas e braços;
  • Dificuldade em andar;
  • Perda da capacidade de falar;
  • Fraqueza;
  • Psicose;
  • Tremores nas mãos ou braços;
  • Icterícia, coloração amarela na parte branca dos olhos.

Para além destes sintomas, o acúmulo de cobre no organismo pode ainda provocar uma alteração na pigmentação dos olhos, surgindo um anel escuro-avermelhado ao redor da íris. A doença de Wilson também pode levar à formação de cálculos renais devido ao surgimento de cristais de cobre nos rins.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença de Wilson é feito através de exames ao sangue e à urina para determinar a quantidade de cobre existente no organismo. Uma análise dos sintomas e da histórica clínica do paciente também deve ser feita para determinar a existência da doença de Wilson. Para além destes exames, podem ser necessários outros como um raio X ou RM abdominal, uma ressonância magnética à cabeça, uma biópsia ao fígado ou tomografia computadorizada da cabeça ou abdômen.

Tratamento

O tratamento da doença de Wilson é feito através da ingestão de medicamentos que têm como objetivo reduzir a quantidade em excesso de cobre do organismo. Alguns dos medicamentos que podem ser utilizados são a acetato de zinco, penicilamina, trietilenomelamina e suplementos de vitamina E também podem ser utilizados. Medicamentos que fazem a quelação do cobre podem afetar o sistema nervoso e o cérebro, como é o caso da penicilamina.

Para além da medicação, é recomendável o paciente seguir uma dieta pobre em cobre. Por isso, alguns alimentos que devem ser evitados são o chocolate, nozes, frutas secas, cogumelos, fígado e moluscos, pelo seu alto teor em cobre.

Doença de Wilson - Tratamento
Imagem: info-farmacia.com

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Conselhos
  • Se sofre de doença de Wilson, evite beber água da torneira pois passe por canos de cobre. Para além disso, deve evitar também usar utensílios de cozinha de cobre.
  • Caso o fígado seja gravemente afetada pela doença, pode ser necessário fazer um transplante de fígado.

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