A mamona é venenosa? - Encontre aqui a resposta!


O rícino é conhecido na botânica como Ricinus communis e recebe outros nomes populares, como mamona ou carrapateira. Trata-se de um arbusto originário da África Oriental, de folhas muito grandes e uma de suas principais características é que adquire uma cor púrpura escura e se cobre de uma espécie de pó branco com uma aparência similar à cera. Trata-se de uma planta muito bonita por suas folhas e pelas flores que produz, portanto, pode ser cultivada como planta de jardim, apesar de um dos principais usos no seu cultivo ser a extração do seu óleo, que se usa com fins medicinais. No entanto, muito se tem falado sobre a toxicidade desta planta, por isso neste artigo do umCOMO vamos esclarecer suas dúvidas sobre se a mamona é venenosa ou não.
A toxicidade da mamona
A mamona, como acontece com várias plantas, possui diversas estruturas e deve saber que todas elas são tóxicas, principalmente as sementes, que podem ser fatais.
A toxicidade da mamona é devido a um dos seus principais componentes, uma proteína chamada ricina, que é responsável pelo envenenamento por ingestão da mamona. A ricina pertence a um grupo de proteínas chamadas "proteínas inativadoras de ribossomos" (RIP) que se unem ao orgânulo celular responsável por sintetizar as proteínas, paralisando esta produção, causando a morte celular por apoptose, um mecanismo existente de forma natural no nosso organismo que faz com que a própria célula morra ao parar as suas funções.
Com uma ingestão de apenas 10 sementes em adultos, ou 2 a 3 sementes em crianças, a mamona é fatal.
Os sintomas mais característicos da envenenamento por mamona são os seguintes:
- Sangramento intestinal
- Vômitos
- Diarreia (por vezes com presença de sangue)
- Hipotensão
- Desidratação
- Convulsões
- Arritmia cardíaca
- Dificuldade respiratória
A morte por envenenamento causado pela mamona não ocorre de forma instantânea, mas causa um estado de agonia que pode chegar a durar inclusive 10 dias, mas se o paciente sobreviver aos primeiros 3-5 dias, é muito possível que se recupere.
Diante a sua pergunta de se a mamona é venenosa a resposta é SIM.

Existe algum antídoto para o envenenamento por consumo de mamona?
Realizaram-se diversas investigações para sintetizar um antídoto contra a ricina e, um grupo de cientistas britânicos produziram uma antitoxina capaz de proteger o organismo dos efeitos letais desta perigosa proteína.
Esta antitoxina foi desenvolvida pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa em Wiltshire (Inglaterra) e seria capaz de atuar somente contra a ricina nas 24 horas posteriores à ingestão de alguma das partes do arbusto da mamona.
Apesar desta investigação, a patente desta antitoxina foi retirada de um importante banco de dados no ano de 2004, pois a sua eficácia é questionada.
A ricina pode ter aplicações terapêuticas?
A ricina na sua forma natural (a estrutura existente na planta da mamona) não pode ser usada com finalidades terapêuticas, no entanto, atualmente estão pesquisando a possibilidade de modificá-la para sua utilização como imunotoxina em casos de câncer.
Neste caso, a ricina poderia ser utilizada como um agente que atacaria as células cancerígenas de forma específica e as destruiria. Acredita-se que a modificação da ricina reduziria a toxicidade da mesma para o organismo humano mas não para as células cancerígenas (que são precisamente aquelas que, sob condições de estresse, são capazes de livrar o mecanismo de apoptose).
Também se estuda a possibilidade de usar uma subunidade da proteína ricina, que não apresentaria nenhum tipo de toxicidade sobre os tecidos saudáveis.
O óleo de rícino possui usos medicinais
O óleo de rícino é obtido através das sementes deste arbusto, portanto, o óleo de rícino sem refinar também é tóxico, no entanto, através de diversos processos consegue-se que este óleo possa ser ingerido sem causar qualquer perigo. A extração do óleo de rícino das sementes é produzida a quente e é graças à temperatura elevada utilizada neste processo que se consegue eliminar qualquer substância tóxica.
As propriedades do óleo de rícino são principalmente duas: é um excelente laxante e um dos melhores cosméticos naturais para o cuidado da pele, por suas propriedades emolientes, suavizantes e hidratantes.
No entanto, o óleo de rícino deve ser evitado em casos de doenças intestinais, como a Doença de Chron, do cólon irritável ou a colite ulcerosa. Saiba também que, se por um lado possui uma vida útil longa, quando se torna ranço é muito perigoso e deve ser eliminado imediatamente.
Neste outro artigo do umCOMO damos-lhe alguns truques de beleza com óleo de rícino.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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