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Cirrose biliar - sintomas, diagnóstico e tratamento

 
Por Sara Viega. 28 junho 2017
Cirrose biliar - sintomas, diagnóstico e tratamento

A cirrose biliar é uma doença rara. No Brasil, causa menos de 5% dos transplantes hepáticos e nos Estados Unidos atinge cerca de 19 a 150 casos a cada 1 milhão de habitantes. A causa ainda não é completamente compreendida, mas a doença é classificada como autoimune.

Ela pode ser causada por fatores ambientais, como infecções bacterianas e hábitos nocivos, ou por predisposição genética. O fato é que a cirrose biliar atinge mais as mulheres, já que 95% dos casos são em pessoas do sexo feminino e não tem cura. Neste artigo, o umCOMO desvenda a cirrose biliar - sintomas, diagnóstico e tratamento.

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Cirrose biliar primária

A cirrose biliar primária é uma doença que acontece no fígado pelo acúmulo de bile. Ainda não é completamente conhecida pela ciência, mas a condição tem indícios de ser autoimune. Isso significa que faz o sistema imunológico do indivíduo produzir anticorpos para atacar os ductos biliares intra-hepáticos.

Com isso, a bile fica acumulada no fígado e acaba causando um processo inflamatório que danifica os canais biliares. Esse processo destrói estes tecidos, formando uma fibrose e, depois, cirrose. Saiba como cuidar do fígado.

Sintomas de cirrose biliar

Os sintomas da cirrose biliar são: fadiga, coceira no corpo e aumento do fígado. Porém, por ser uma doença autoimune, ela costuma ser assintomática e somente descoberta em estágio avançado, quando o paciente já está no estágio de cirrose.

Olhos secos, bocas secas, artrite, fenômeno de Rauynaude e problemas na tireoide também podem indicar a presença da cirrose biliar. Outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide e tireoidite autoimune, também podem contar como sintomas.

  • Fadiga
  • Coceira no corpo
  • Aumento do fígado
  • Olhos secos
  • Boca seca
  • Artrite

Sugestão: como funcionam os imunossupressores.

Diagnóstico de cirrose biliar

Após a manifestação de sintomas como fadiga, coceira no corpo e boca seca, o médico deve solicitar um exame para dar o diagnóstico de cirrose biliar. A falta de absorção das vitaminas A, D, E e K podem causar outros problemas, como maior sangramento, alterações neurológicas, doenças ósseas e cegueira noturna.

A queda da secreção biliar pode causar, também, gordura nas fezes. Em casos mais avançados, há manifestação de cirrose e fibrose hepática. No exame de sangue, a albumina e protombina, que indicam a saúde do fígado, pode ainda estar normais. Uma indicação mais certeira da doença autoimune é o aumento de imunoglobulinas, fosfatase alcalina e GGT. Os lipídios do paciente também podem estar mais altos, indicando um colesterol alto.

Para um diagnóstico mais preciso de cirrose biliar, é preciso uma biópsia hepática, que também servirá para indicar outras doenças, como hepatite autoimune e esteato-hepatite não-alcoólica.

Dica: como saber se tenho fígado gordo.

Cirrose biliar - sintomas, diagnóstico e tratamento - Diagnóstico de cirrose biliar

Tratamento de cirrose biliar

Primeiramente, os sintomas da cirrose biliar são tratados. Por ser uma doença autoimune, a fadiga, anemia e outras deficiências vitamínicas. Anti-histamínicos ajudam também na coceira, além de ajudar a sedar o paciente. Colestiramina é a primeira medicação que o médico indica nestes casos.

Mesmo assim, esses tratamentos não barram a evolução da doença. O medicamento que modifica a cirrose biliar é o ácido ursodesoxicólico. Ele torna a bile menos tóxica e detergente, reduzindo o acumulo da secreção no fígado. Isso faz com que a evolução seja bem mais lenta e aumente a mortalidade do paciente.

Porém, nem todos os pacientes apresentam melhoras com o uso desta medicação. Para pessoas que estão no estado mais avançado da doença, a solução é o transplante de fígado. Vale lembrar que somente um médico pode indicar o tratamento correto de cirrose biliar.

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Cirrose biliar tem cura?

A cirrose biliar é uma doença autoimune crônica. A velocidade com qual ela evolui é diferente para cada pessoa. Ela pode permanecer estacionada por anos e, sem avisar, voltar com tudo. O comum é que pacientes com a cirrose biliar mais evoluída apresentem um quadro de cirrose e falência hepática.

Quando feito o transplante, chega a 95% a possibilidade de sobreviver ao primeiro ano. Em cinco anos, cai de 70% a 80%. A doença tem 10% de chance de voltar no fígado transplantado.

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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