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Como diferenciar os tipos de dislalia

Por Redação umCOMO. Atualizado: 20 janeiro 2017
Como diferenciar os tipos de dislalia

A dislalia é um dos transtornos mais frequentes que aparecem nas crianças. Trata-se de um transtorno na articulação dos fonemas, que faz com que as crianças pronunciem incorretamente os fonemas ou grupos de fonemas. Quando as crianças começam a falar é normal que não o façam corretamente, no entanto, a partir de determinada idade a linguagem deveria ser aperfeiçoada e a criança deveria melhorar sua pronúncia. Mas isto nem sempre ocorre e são fundamentalmente as instituições educativas que detectam este transtorno. Com um tratamento adequado, a dislalia tende a melhorar e as crianças têm um prognóstico muito positivo. A seguir, em umComo vamos apresentar para você como diferenciar os tipos de dislalia.

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Passos a seguir:
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Dislalia orgânica ou anatômica. Este tipo de dislalia é consequência de uma má-formação ou imaturidade do aparelho fonador. Pode ser devido a uma fissura no paladar ou devido a uma fissura no lábio, o que se conhece como lábio leporino. Também pode ser devido a defeitos na estrutura óssea dos maxilares ou devido a um freio lingual excessivamente curto ou grosso.

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Dislalia funcional. É quando não existe nenhuma alteração orgânica, no entanto, existe um funcionamento inadequado dos órgãos articulatórios. Nestes casos, a criança usa de forma incorreta estes órgãos quando deve articular um fonema. Isto pode ser devido a diferentes causas, como por exemplo: falta de controle na psicomotricidade fina, déficit na discriminação auditiva, déficit na estimulação linguística, entre outras.

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Dislalia audiógena. Este tipo de dislalia tem a ver com uma deficiência auditiva. A criança não escuta corretamente, fazendo com que articule os fonemas de forma incorreta. Ao tentar reproduzir os fonemas que ouve, faz de forma incorreta já que não pode diferenciar corretamente o que está ouvindo.

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Dislalias por alteração na aprendizagem. Existem diferentes causas para este tipo de dislalia, entre as quais encontramos os fatores ambientais (falta de estimulação por parte dos pais, das instituições educativas, etc.), fatores psicológicos (traumas emocionais, falta de afeto, violência psicológica, etc.) e problemas intelectuais.

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Erros. Como mencionamos anteriormente, a dislalia é um transtorno na articulação dos fonemas. Existe o que se conhece como classificação de erros, que tem a ver com os tipos de erros apresentados na dislalia. Assim encontramos a omissão, a substituição, a distorção, adição e a inversão.

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Omissão, substituição e distorção. No caso da omissão, como diz seu nome, a criança costuma ignorar os fonemas que acha difíceis, como por exemplo, diz "lapi" ao invés de dizer "lápis". Quanto à substituição, o que faz é substituir um som por outro, por exemplo, diz "tasa" ao invés de dizer "casa". Na distorção, a criança emite um som parecido ao que corresponde mas incorreto, por exemplo, "cardo" ao invés de "carro".

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Adição e inversão. Quanto à primeira a criança costuma intercalar, conjuntamente com o som que não pode articular, outro som que não corresponde com a palavra; por exemplo, diz "parato" ao invés de dizer "prato". Quanto à inversão, o que se produz é uma mudança na ordem dos sons, como por exemplo, ao invés de dizer "caderneta" diz "cardeneta".

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Conselhos
  • Consulte com um especialista para um diagnóstico adequado.

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