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Espinha na vagina: o que pode ser e como tratar

 
Por Ana Ferraz. 12 abril 2019
Espinha na vagina: o que pode ser e como tratar

Você já teve o problema desagradável de encontrar uma espinha na vagina, um pelo encravado na pubis ou um caroço inflamado na área das genitais, mas não saber o que fazer para solucioná-lo? Antes de saber como curar uma espinha na vagina, também é importante saber a que se deve o seu surgimento, já que muitas vezes inflamações nessa área tão delicada do corpo feminino podem ser indicadores de problemas de saúde mais sérios e, de acordo com as suas características, podem ser consequência de uma infecção ou doença sexualmente transmissível (DST). Nesses casos, é necessário estar muito atenta aos sintomas que acompanham a espinha na vagina ou outras lesões cutâneas presentes nos genitais.

Assim, nesse post do umCOMO falaremos sobre espinha na vagina: o que pode ser e como tratar, além de outras inflamações que podem ser confundidas com ela com os melhores tratamentos, também te ajudaremos a identificar o que pode ter gerado a mesma.

Também lhe pode interessar: Por que tenho uma espinha na vagina

Espinha na vagina por depilação

Em muitas ocasiões, o surgimento de uma espinha na vagina é um sintoma de foliculite, ou seja, inflamação ou infecção aguda superficial dos folículos pilosos, causada por depilação da área íntima.

O que acontece nesses casos é que o pelo cresce por debaixo da pele e não consegue sair à superfície, o que acaba fazendo com que o folículo piloso se infeccione e deixe a região inflamada, vermelha e com pus. Além disso, os famosos pelos encravados na zona vaginal também podem causar bastante desconforto e dor.

E como eliminar a espinha na vagina por depilação? A seguir te mostraremos os melhores tratamentos e conselhos:

  • Em primeiro lugar, é importante que você observe em que estado se encontra a espinha na vagina. Se você ver que ela está muito inflamada e vermelha, se está muito infeccionada ou se dói muito, o melhor é procurar um médico para que o problema seja tratado com os procedimentos adequados. Nesses casos, provavelmente serão recomendados medicamentos antibióticos para infecção ou fármacos de aplicação local. O especialista também avaliará se é necessário extrair ou não o pelo encravado com uma pequena intervenção ambulatória.
  • Se a espinha na vagina não estiver tão inflamada e vermelha, tratamentos caseiros simples podem ser a solução. Antes de mais nada, no entanto, é essencial ressaltar que um pelo encravado não deve ser espremido, já que isso pode inflamar mais ainda o local.
  • A melhor solução para eliminar uma espinha na vagina nesses casos é aplicar compressas de água quente na zona para que o pelo rompa a pele e chegue à superfície sozinho. Para isso, fique com a compressa de água quente entre 5 e 10 minutos.
  • Outro tratamento é encharcar gazes com uma infusão de camomila ou malva e colocá-las sobre a região afetada pelo mesmo período de tempo. Essas plantas são excelentes para combater a inflamação e as bactérias.

Como prevenir espinhas na vagina

Além disso, confira também algumas medidas para prevenir o surgimento de espinha na vagina quando for depilar a área íntima:

  • Antes da depilação, lave a zona vaginal com água e sabão de pH neutro ou sabonete íntimo específico. Assim, os poros se abrirão com mais facilidade e possíveis infecções podem ser evitadas.
  • Se você se depilar com cera fria ou quente em algum centro de estética, certifique-se que o ambiente é limpo, que os produtos são de qualidade e que a depiladora é profissional e cuidadosa.
  • Com cera fria, mas em casa, procure não usar o mesmo lenço muitas vezes.
  • Se você for depilar a área íntima com gilete, primeiro saiba que este é o método que mais costuma causar pelos encravados. Por isso, se você quiser se depilar desse modo sempre utilize um creme de depilação e uma gilete limpa e higienizada.
  • Evite tentar se depilar a seco e sempre faça movimentos com a gilete em direção ao crescimento do pelo.
  • Depois de terminar a depilação, hidrate bem a região com um hidratante corporal, de preferência sem fragrância.

Leia também: Rémédios caseiros para pelos encravados.

Espinha na vagina por fungos

Se você apresentar espinhas nos lábios genitais ou dentro da vagina que causem coceira, ardência e irritação é provável que o motivo seja uma infecção por fungos.

O fungo candida albicans é o microrganismo que causa a infecção vaginal mais comum, a candidíase, que ocorre quando essa levedura cresce de forma exagerada na área vaginal.

Entre as causas mais comuns dessa infecção se encontram consumir antibióticos, ter um sistema imunológico fraco, sofrer de obesidade, diabetes ou alterações hormonais, estar grávida, ou usar produtos de higiene íntima agressivos ou que acabam irritando a genital.

Outros sintomas que podem alertar a mulher para uma infecção vaginal por fungos são as alterações no fluxo vaginal, que terá uma cor branca, será espesso e aguado e gerará desconforto ou até dor ao urinar ou manter relações sexuais.

Nesse caso, os tratamentos para a espinha na vagina por candidíase são:

  • Inicie um tratamento antifúngico com pomadas, cremes, supositórios, comprimidos ou óvulos vaginais receitados. Siga corretamente as instruções médicas e não suspenda o tratamento antes do tempo.
  • Também é recomendável suspender as relações sexuais temporariamente até que a infecção tenha sido curada por completo já que existe a possibilidade do parceiro ou parceira também apresentar sintomas de fungos nas genitais após do ato.
  • Para prevenir novas infecções e não piorar os sintomas, mantenha sempre a zona vaginal limpa e seca, evite duchas vaginais, não use produtos de higiene agressivos e que possam irritar mais ainda a região, utilize preservativos durante as relações sexuais, use roupa íntima de algodão e controle os níveis de glicose no sangue se você for diabética.

Para saber mais sobre o assunto, leia a matéria do umCOMO de Como prevenir infecções vaginais.

Espinha na vagina por HPV

Também é importante saber distinguir espinhas na vagina normais de verrugas e caroços da vagina que podem ser lesões causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV), uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns hoje em dia.

As verrugas genitais são de fácil contágio, basta entrar em contato direto com a pele da área íntima da pessoa portadora de HPV.

Elas são caracterizadas por serem uma espécie de protuberância de massa da mesma cor que a pele, que são suaves ao tato e que podem aparecer de maneira isolada ou em conjunto. No caso das mulheres, elas costumam aparecer no interior da vagina, na pele que a rodeia ou no colo uterino.

Em caso que você suspeite que a espinha na vagina na verdade pode ser uma verruga genital, procure seu ginecologista o quanto antes para fazer alguns exames.

Se o diagnóstico for positivo para a doença, é importante levar em conta que ainda não existe uma cura para o HPV, mas sim tratamentos para eliminar essas verrugas e controlar os sintomas. Os tratamentos para HPV consistem nos seguintes:

  • Aplicação de medicamentos tópicos na zona afetada.
  • Aplicação de ácido tricloroacético na área com as verrugas genitais. Esse tratamento só pode ser utilizado por um médico especializado.
  • Tomar medicamentos antivirais para combater o vírus do HPV ou para fortalecer o sistema imunológico.
  • Outros procedimentos ou técnicas para eliminar verrugas genitais podem ser a crioterapia, o laser, a eletrocauterização ou até uma pequena cirurgia na região.

Em todos os casos, não deixe de consultar um ginecologista antes de começar qualquer tratamento para a doença e evite manter relações sexuais enquanto as verrugas estiverem presentes para impedir o contágio ou uma reinfecção.

Também lhe pode interessar: Como evitar o contágio das verrugas genitais

Espinha na vagina por outras DSTs

Há outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que podem causar lesões na pele na área genital e que podem muitas vezes serem confundidas com uma simples espinha na vagina. Confira algumas delas:

Herpes genital

Uma dessas DSTs é a herpes genital, que é causado pelo vírus da herpes simples tipo 2 e que se manifesta através do surgimento de uma espécie de bolhas pequenas e cheias de um líquido de cor clara.

Além disso, essas lesões causam dor e costumam a aparecer nos lábios vaginais, na vagina, na pele ao redor do ânus, no colo uterino, nas coxas ou nos glúteos.

Outros sintomas que podem acompanhar essas bolha são dores musculares, febre, perda de apetite, inflamação de gânglios linfáticos na zona vaginal e desconfortos ao urinar.

Para tratar a herpes genital, a pessoa afetada deve tomar medicamentos antivirais, como aciclovir e valaciclovir, que ajudam a combater o vírus que causa a doença e a curar as bolhas com mais rapidez.

Molusco contagioso

O molusco contagioso é uma DST ocasionada por um vírus da família dos Poxvirus que causa o aparecimento de pápulas ou nódulos com formato de pérolas na pele dos genitais, na parte interna das coxas e no abdômen.

Nesses casos, as lesões cutâneas não causam dor e, no início, pode-se observar uma protuberância pequena, que pode ir crescendo até se transformar em um nódulo cor carne com uma covinha no centro.

O tratamento do molusco contagioso pode incluir o uso de medicamentos antivirais, a extirpação por curetagem das lesões cutâneas ou a eliminação dessas através da crioterapia ou do laser.

Se ainda tem dúvidas sobre o assunto leia também esse artigo do umCOMO: "Por que tenho uma espinha na vagina".

Espinha na vagina ou bartolinite

Também é importante prestar atenção a uma outra doença que pode te fazer pensar que você está com uma espinha na vagina: a bartolinite. Essa doença consiste em uma inflamação das glândulas de Bartholin, localizadas nos lados da abertura vaginal, o que pode acontece devido a infecções bacterianas ou a DSTs.

Quando uma dessas glândulas se inflama, a mulher pode apalpar uma protuberância redonda e sensível ao tato em um dos lábios genitais perto do orifício vaginal. Além disso, se há uma infecção, essa protuberância pode provocar dor intensa ao se sentar, caminhar ou manter relações sexuais.

Para tratar a bartolinite deve-se consultar um ginecologista o quanto antes para realizar alguns exames e obter o diagnóstico. Quando a causa da doença é uma infecção bacteriana, serão receitados antibióticos para acabar com o agente patogênico. Também podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios para minimizar os sintomas.

Você pode ver mais detalhes dessa doença no artigo sobre como tratar a bartolinite - sintomas, causas e remédios naturais.

Espinha na vagina: o que pode ser e como tratar - Espinha na vagina ou bartolinite

Este artigo é meramente informativo, no umCOMO não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Espinha na vagina: o que pode ser e como tratar, recomendamos que entre na nossa categoria de Saúde Familiar.

Bibliografia
  • RODRÍGUEZ POUZA, Carlos A., et al. Tratamiento definitivo de la bartolinitis aguda. Rev Cubana Cir, 1985, 24.1: 82-5.
  • QUEIROZ, Danielle Teixeira; PESSOA, Sarah Maria Fraxe; SOUSA, Rosiléa Alves de. Infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV): incertezas e desafios. Acta Paul Enferm, 2005, 18.2: 190-6.
  • ROCHA, MANOEL REGINALDO, et al. Candidíase vulvovaginal: sintomatologia, fatores de risco e colonização anal concomitante. Rev Bras Ginecol Obstet, 2007, 29.1: 3-9.

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